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2º Seminário de Gás explora expectativas e apresenta dados sobre o crescimento deste mercado

2º Seminário de Gás explora expectativas e apresenta dados sobre o crescimento deste mercado

No último dia 25 de novembro foi realizado, em ambiente totalmente online, o II Seminário de Gás idealizado pela Rede Petro-BC em parceria com o Sebrae RJ. O evento contou com representantes da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) do Ministério de Minas e Energia, da Secretaria de Petróleo, Gás e Energia do Estado do Rio de Janeiro e da empresa Wood Mackenzie.

A abertura do Seminário foi feita pelo Glauco Nader, um dos coordenadores da Rede Petro-BC que destacou a importância da iniciativa. “No primeiro Seminário de Gás trouxemos as termoelétricas para entendermos o funcionamento e as possibilidades de utilização das empresas qualificadas que temos em nossa região para este novo nicho de atuação. Agora queremos entender a dinâmica e esse eixo que vai gerar bastante consumo de gás natural e geração de energia elétrica surgindo novas possibilidades para nossa cadeia de fornecedores”.

O Sebrae RJ, parceiro da Rede Petro-BC, estava representando pela Maira Campos que deu boas vindas aos participantes. “Sempre apoiamos esses movimentos que são feitos pela Rede Petro-BC e a questão do gás é muito importante para essa região, como também essa é uma oportunidade para entendermos o que o gás vai representar para o estado do Rio de Janeiro”.

Empresa de Pesquisa Energética (EPE)

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) do Ministério de Minas e Energia foi representada no seminário pela diretora de Pesquisas de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, Heloísa Borges Bastos Esteves, que apresentou informações sobre Oferta e Infraestrutura de Gás Natural.

“Agradeço a Rede Petro pelo convite, pois é essencial esse trabalho de trazer a indústria e mostrar como o fornecedor local pode oferecer esses novos serviços. O Rio de Janeiro responde e continuará respondendo, até o final do decênio, por quase 50% da oferta potencial de gás do país. Vamos publicar estudos específicos de demanda e estamos trabalhando em mapa de calor para identificar a demanda específica de cada local, com objetivo de rodar a economia local. Esse é um momento de transição no setor de gás, avançando bastante na questão da atuação elétrica e o estado do Rio de Janeiro fez um grupo de estudo para utilizar. Nossa orientação é sempre incentivar que os empregos sejam locais, gerar a economia local. As térmicas acabam funcionando para trazer segurança para o sistema e são importantes para o setor elétrico”, destacou Heloísa em sua apresentação.

Panorama do setor de gás natural (EPE)

  • Entrada de novos agentes em diversos elos da cadeia: Terminais de GNL e UPGNs já estão sendo previstos;
  • Aumento na produção nacional de petróleo e gás natural: grandes volumes offshore e projetos com menores volumes onshore;
  • Investimentos, empregos, arrecadação (federal, estadual e municipal): empregos na construção e empregos especializados na operação;
  • Complementariedade com as fontes renováveis: térmicas a gás natural para situações de sazonalidade, intermitência e backup.
  • Momento de transição no setor de gás natural: aprimoramentos na integração com a indústria e setor elétrico, além das evoluções nos arcabouços estaduais e federal, influenciam fortemente o setor.

Secretaria Estadual de Petróleo, Gás e Energia RJ

“Agradecemos o convite e estamos muito focados no mercado de gás. Nós acreditamos que o advento da indústria será a partir dessa fonte do gás. Temos o Rota 3, que ano que vem será ligado a UPGN de Itaboraí e nossa tratativa é conduzir muitas empresas a criarem suas plantas industriais em Itaboraí, a partir do gás. O mercado de termoelétricas no Rio de Janeiro vai crescer, estamos bem alinhados com o novo mercado de gás que está para ser aprovado no Senado, essa é nossa expectativa, ficar na vanguarda desse mercado. O Rota 5 está bem claro que vem para o Rio de Janeiro, só estamos analisando onde colocará, expectativa na Região de Campos ou Macaé, estamos esperando que o Rota 4 vá para a Região de Itaguaí, mas estamos trabalhando junto com o governador”, disse André Souza da Secretaria Estadual de Petróleo, Gás e Eneergia do Rio de Janeiro.

Sérgio Augusto, especialista na área de gás da Secretaria Estadual, falou sobre o Grupo de Trabalho criado para tratar esse assunto. “Quero parabenizar, primeiramente, a todos os envolvidos pela iniciativa. A prioridade número um é a questão do marco regulatório a nível federal e estadual. A questão da demanda é uma preocupação nossa, os leilões recomeçam ano que vem, o Rio tem um potencial muito grande. Estamos trabalhando o relatório final do GT do gás, conversamos com os produtores, industriais, BNDS, Terminais Portuários e será disponibilizado. Estamos tratando também o ICMS de Termoelétrica para trazer mais atratividade para o Rio, neste segmento. A decisão do que vai fazer com esse gás precisa ser agora, constar nos planos de investimentos, para que a decisão seja para monetizar este gás e gerar quantidade de empregos. Estamos muito otimistas e temos certeza que o gás natural trará a reindustrialização do nosso Estado, geração de empregos e muita riqueza”.

Wood Mackenzie

A empresa Wood Mackenzie foi representada por Henrique Pinto dos Anjos que abordou a visão sobre o mercado de gás no Brasil. “O mercado tem uma presença dominante da Petrobras, temos três principais fontes de gás: a produção doméstica, o gás da Bolívia que vem pelo Mato Grosso do Sul e terminais GNL pelo país. O gás que produzimos aqui precisa ser processado, passar por um plano de processamento, para chegar ao consumidor final e os principais meios são os gasodutos. Do lado da oferta o Brasil está em uma posição muito favorável, com a entrada de grandes projetos, com essa variedade de ofertas o consumidor fica em posição muito favorável, a grande oportunidade de gás para o futuro será necessário infraestrutura. Serão necessários investimentos em gasodutos de transportes e distribuição. A distribuição será o principal pivô da expansão do consumo. As reservas que o Brasil tem precisamos aproveitá-las, o Gás Natural é muito mais barato, mas precisa infraestrutura para chegar ao consumidor”, disse Henrique.

Próximos eventos

01/12/2020 – Rodada de Negócios com a Trident

10/12/2020 – Encerramento 2020 com a Petrobras

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