Statoil vai triplicar produção no Brasil

  A norueguesa estatal Statoil vai triplicar a
sua produção no Brasil depois de assinar nesta segunda-feira um acordo para
comprar uma participação de 25 por cento no campo de Roncador, um dos maiores
produtores do país, da Petrobras, em um negócio de 2,9 bilhões de dólares.


  O acordo está
em linha com a estratégia da Statoil de reforçar sua presença no Brasil,
enquanto a empresa norueguesa procura adicionar barris novos que estão se
tornando cada vez mais difíceis de obter perto de casa, na plataforma
continental do país nórdico.

  “Esta
transação agrega material e atrativa produção de longo prazo ao nosso portfólio
internacional, fortalecendo ainda mais a posição no Brasil como área central
para a Statoil”, disse o presidente da empresa, Eldar Saetre.

  O acordo
pode elevar a Statoil para a terceira posição no ranking nacional de produção
de petróleo e gás, atrás apenas da própria Petrobras e da Shell.

  Em troca, a
Petrobras terá acesso ao conhecimento exclusivo da Statoil sobre como produzir
mais barris de campos maduros, disse o presidente da Petrobras, Pedro Parente,
com tecnologias aperfeiçoadas no setor marítimo norueguês.

  A transação
consiste em um pagamento inicial de 2,35 bilhões de dólares, mais “pagamentos
contingentes adicionais” de até 550 milhões de dólares, disse a Statoil, em comunicado.

  O pagamento
adicional, relacionado aos investimentos da Statoil em projetos específicos de
recuperação de petróleo, será acordado mais tarde, disse Saetre, em uma
entrevista coletiva.

  A estrutura
do negócio mostrou que Statoil está apostando no aumento da recuperação do
campo maduro, disse o analista da Sparebank 1 Markets Teodor Sveen-Nilsen, em
uma nota.

  “Com o
forte histórico da Statoil na plataforma continental norueguesa para aumentar
as taxas de recuperação, acreditamos que a perspectiva de aumentar a taxa de
recuperação para Roncador é boa”, acrescentou.

  Roncador, o
terceiro maior campo de produção do Brasil, tem aproximadamente 10 bilhões de
barris de óleo equivalente (boe) “in place” e uma expectativa de volume
recuperável remanescente superior a 1 bilhão boe.

  As empresas
anunciaram que vão buscar aumentar em conjunto o fator de recuperação do campo,
para um total recuperável de cerca de 1,5 bilhão de boe.

  A produção
do campo, que começou em 1999, situou-se em cerca de 240 mil barris de petróleo
por dia em novembro.

  Após a
transação, a produção da Statoil no Brasil aumentará para 110 mil barris de boe
por dia, ante cerca de 40 mil boe por dia, disse a empresa.

  A Petrobras
continuará a operar o campo e deterá uma participação de 75 por cento.

Parceria estratégica


  Parente
disse que espera que o Tribunal de Contas da União (TCU) analise o acordo, como
aconteceu com outras vendas de ativos anteriores que não foram lançadas para
licitação aberta, mas disse que estava confiante de que o acordo seria
aprovado.

  “Esta é uma
parceria estratégica… Não faz sentido ter um processo competitivo, porque o que
queremos apenas a Statoil tem”, acrescentou, referindo-se ao compartilhamento
de conhecimento.

Por: Exame

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