Setor privado responde por 20% do petróleo exportado

A quebra do monopólio estatal na exploração de petróleo já ajuda a balança comercial brasileira. No ano passado, as empresas privadas que atuam no setor no país, a grande maioria estrangeiras, exportaram US$ 5,7 bilhões em óleo bruto, valor que respondeu por 20% do total dos embarques desse produto. Enquanto a Petrobras reduziu suas vendas externas em 3,5%, essas companhias aumentaram em 38%, na média.

Conforme números do Ministério do Desenvolvimento, a Shell foi a empresa estrangeira que mais exportou em 2012: US$ 1,4 bilhão, valor 34% superior ao de 2011. Contudo, quatro empresas no mínimo triplicaram as vendas ao exterior: Statoil (US$ 1,2 bilhão), Sinochem (US$ 808 milhões), BG Brasil (US$ 667 milhões) e GE Oil (US$ 292 milhões).

Um movimento duplo que vem se desenhando no setor nos últimos anos ajuda a explicar o avanço da participação privada. O aumento da demanda interna por combustíveis fez a Petrobras utilizar mais petróleo bruto para refino, enfraquecendo as exportações. Ao mesmo tempo, a produção de barris de petróleo da estatal passa por um período de estagnação, enquanto as estrangeiras, que começaram a comprar blocos de operação no pré-sal em 2008, estão iniciando a produção, que fechou ano passado em cerca de 200 mil barris diários, equivalente a 10% da produção nacional, segundo Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). As companhias privadas exportam quase a totalidade do petróleo produzido no país.

O diferencial de preços entre o mercado interno e a cotação internacional leva as estrangeiras a destinar quase toda sua produção ao exterior. E a Petrobras, diz Edmar de Almeida, professor da UFRJ, tem produção suficiente para abastecer suas refinarias.

A participação dessas empresas tende a ser crescente. Após terminar o ano passado com produção média de 28 mil barris por dia, neste ano a produção da BG Brasil está em 39 mil barris diários com a inauguração da segunda plataforma, a Cidade de São Paulo, na Bacia de Santos, em janeiro. Neste ano, uma terceira plataforma deve entrar em operação em maio. Com esses planos, a multinacional britânica espera terminar 2013 como a segunda maior produtora de petróleo do país, atrás da Petrobras. “Em 2014 mais duas plataformas vão entrar em operação”, diz o presidente, Nelson Silva.

Fonte: Valor Econômico

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