Seminário sobre o Descomissionamento – Os desafios do setor de OeG

Seminário sobre o Descomissionamento – Os desafios do setor de
O&G

A Rede Petro – Bacia de Campos
e os seus parceiros como, Sebrae, Sistema Firjan,
Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM), Society of Petroleum
Enginneers (SPE) e International Association of Drilling Contractors (IADC)
realizaram ontem, no SESI, o seminário sobre o Descomissionamento, com o
objetivo de abordar as questões deste novo mercado no país e suas oportunidades
de negócios mediante a todo seu processo. Além, é claro, de tirar as dúvidas de
todo o empresariado que atua nesse cenário.

O seminário foi
ministrado pelo Superintendente de Segurança Operacional e Meio Ambiente, da
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Marcelo
Mafra Borges de Macedo, consultor da Society of Petroleum Enginneers, Mauro
Destri, o Prof. Dr. Marcelo Igor, da COPPE UFRJ e, contou com a presença, do
Gerente de Suprimentos de Bens e Serviços para E&P – Bacia de Campos, Paulo
Alberto, além de cerca de 200 empresários, aproximadamente.

O Descomissionamento
nada mais é que, a desmontagem e desativação de plataformas e campos produtores
de petróleo e gás e, estima-se que, no Brasil, cerca de 150 plataformas offshore

estarão em situação de estudos para Descomissionar até 2020.

Segundo Marcelo
Mafra, “o Brasil terá um cenário bastante distinto, passando por todas as
etapas do processo produtivo. Gerando assim, renda através das oportunidades de
empregos, além da ampliação do fator de recuperação do mercado, que hoje se
encontra em 14%. É uma ótima oportunidade para a indústria”.

Já o Prof. Dr.
Marcelo Igor, levantou a importância do Descomissionamento, visto que muitos
problemas podem ser causados à saúde, devido ao vazamento de gás, materiais
radioativos de ocorrência natural
(NORM), à distribuição de objetos e gás sulfídrico. Já quanto ao
meio ambiente por conta do vazamento de óleo, distúrbio à atividade pesqueira, da
destruição do habitat marinho, disposição de rejeitos e contaminação NORM.

Para Igor, “podemos
esperar no país, uma maior quantidade de estruturas submarinas, linhas flexíveis
padronizadas, atividade pesqueira de menor porte, maior variação de
profundidade, cenários ambientais variados, dutos não enterrados nas
instalações, baixa disponibilidade de embarcações especializadas e
infraestrutura logística em adaptação à realidade de operações de
descomissionamento”.

Durante o seminário,
também foram discutidas as questões dos poços a abandonar. Para Mauro Destri, “Armazenamento,
tratamento e destruição dos materiais; limpeza de tanques e vasos, material de
cabotagem e segurança em geral, entre outras atividades, pertencem a esse
processo, portanto, muitas possibilidades também surgirão por conta disso”.

Por fim, foram
entregues aos ministrantes as perguntas feitas pelos empresários presentes,
para sanarem suas dúvidas a respeito de todo esse processo que é longo, mas que
poderá ser muito benéfico para as produções do país, gerando empregos em
diferentes setores e renda, melhorando e recuperando o mercado perdido.


Texto e fotos: Alex Maia

 

 

 

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