Secretário-geral da Opep diz que mercado de petróleo está se reequilibrando

  O mercado de
petróleo está se reequilibrando rapidamente e o excesso de oferta foi
praticamente eliminado, conforme a Opep cumpre seu acordo de corte da produção,
disse o secretário-geral do grupo nesta segunda-feira.

  Mohammad Barkindo também comentou que o
crescimento na produção de óleo de xisto nos Estados Unidos está menor na
comparação com o primeiro semestre de 2017, enquanto a demanda global tende a
ser revisada ainda mais para cima, dando força adicional ao acordo de redução
da produção.

  A Organização dos Países Exportadores de
Petróleo (Opep), a Rússia e outros produtores não membros do grupo estão
cortando a produção de petróleo em cerca de 1,8 milhão de barris por dia (bpd)
até março do próximo ano como forma de dar sustentação aos preços da commodity.

 

  O objetivo do corte liderado pela Opep é
reduzir a quantidade de petróleo nos países industrializados da OCDE para uma
média de cinco anos. A Opep e seus parceiros fecharam o acordo no ano passado
depois que os preços caíram devido ao excesso de oferta, prejudicando a renda
dos países produtores.

  “Há evidências claras de que o mercado
está se reequilibrando”, disse Barkindo em um discurso gravado para o
Reuters Global Commodities Summit, que ocorre nesta semana.

  “A redução global dos estoques continua,
tanto onshore quanto offshore, com os resultados positivos nos últimos meses
mostrando não apenas uma aceleração do processo, mas uma drenagem maciça dos
tanques de petróleo em todas as regiões.”

  Os preços do petróleo ganharam sustentação e
quase alcançaram no fim de setembro 60 dólares por barril, o maior patamar em
mais de dois anos. Mas o petróleo Brent, negociado em torno de 55 dólares nesta
segunda-feira, ainda está na metade do nível registrado em meados de 2014.

  A Opep disse que os estoques de petróleo da
OCDE, em agosto, caíram para 170 milhões de barris acima da média de cinco
anos, ante 340 milhões de barris em janeiro.

  Barkindo disse que 145 milhões de barris do
excedente de 170 milhões de barris eram de petróleo bruto, mas que os estoques
de produtos refinados estão se aproximando do nível desejado.

  “Apenas 25 milhões de barris são de
refinados, quase em linha com a média de cinco anos”, afirmou.

Fonte: Agência Reuters

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