Produção no pós-sal cai pela metade em cinco anos

A produção de petróleo no pós-sal brasileiro em março, de 1,095 milhão de boed, chegou ao ponto mais baixo nos últimos cinco anos, acumulando queda de aproximadamente 50% no período, de acordo com levantamento feito pela BE Petróleo.

Em março de 2014, a produção na camada geológica era de 2,160 milhões de boed. O volume extraído no pós-sal chegou a bater a marca de 2,280 milhões de boed em dezembro daquele ano, mas, desde então, com algumas exceções, vem caindo mês a mês.
Em trajetória oposta, a produção no pré-sal atingiu, em março, o maior volume no último quinquênio, alcançando a marca de 1,936 milhões de boed, alta de 400% em relação ao mesmo mês de 2014. Hoje, a nova fronteira responde por 64% da produção total no país, contra 18% há cinco anos.
Apesar da queda, petroleiras mantêm planos para o pós-sal. O atual plano de negócios da Petrobras, por exemplo, prevê três novos projetos de produção na Bacia de Campos: Integrado Parque das Baleias e Revitalização de Marlim 1, em 2022, e Revitalização de Marlim 2, no ano seguinte.
A norueguesa Equinor, que detém 25% do campo de Roncador, anunciou este ano que pretende elevar o fator de recuperação do ativo da Bacia de Campos para 10%, ante os 5% originalmente previstos, agregando aproximadamente 1 bilhão de barris à produção. O campo está em produção há 20 anos.
Para alcançar o objetivo, a norueguesa – que trabalha em uma nova fase de desenvolvimento do campo Peregrino, também em Campos – aplicará uma estratégia de drenagem otimizada, perfurando poços mais rápidos e baratos, aumentando a rentabilidade por barril.
“O Brasil também tem ativos promissores no pós-sal, que ainda possuem uma taxa de recuperação baixa. Acreditamos que podemos contribuir para melhorar esses índices”, ressaltou a presidente da Equinor Brasil, Margareth Øvrum.
Entre outras operadoras com projetos de desenvolvimento da produção em andamento na Bacia de Campos estão a PetroRio (campos de Polvo e Frade); Enauta (Atlanta); e a Shell (Parque das Conchas e Bijupirá e Salema).
Visando estimular novos investimentos no pós-sal, a ANP publicou, em 2018, uma resolução regulamentando a redução de royalties para até 5% sobre a produção incremental de campos maduros. A ideia é estimular projetos focados no aumento do fator de recuperação desses ativos, que, segundo a agência, está bem abaixo da média de regiões como o Mar do Norte.
Fonte: Revista Brasil Energia

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