Produção da petrolífera OGX, de Eike Batista, cai 10% em março

A produção da petrolífera OGX, do empresário Eike Batista, recuou cerca de 10% em março, em relação a fevereiro, devido a problemas operacionais que deverão ser solucionados apenas em meados de maio.

A produção média de petróleo e gás da petroleira caiu para 15,1 mil barris de óleo equivalente por dia em março, ante média 16,8 mil barris em fevereiro, informou a OGX na noite desta terça-feira.

A queda na produção pode colocar ainda mais pressão nas ações da OGX, que acumulam queda de 70% desde do início do ano na Bolsa paulista.

A produção de março foi impactada por problemas operacionais em alguns poços no campo de Tubarão Azul, na bacia de Campos, entre os quais danos em uma bomba centrífuga submersa que causou uma parada de 15 dias no poço OGX-68HP.

A instabilidade na geração elétrica na plataforma OSX-1 provocou paralisação em outros dois poços.

“Para efetuar o reparo da bomba centrífuga submersa do poço OGX-68HP, será necessária uma intervenção de aproximadamente um mês, que fora iniciada em meados de abril e deverá ser concluída em meados de maio”, afirmou a empresa.

O poço TBAZ-1HP passará por intervenção em seguida e o OGX-26HP, que ficou parado por dois dias em março, voltou a produzir normalmente.

Os problemas levaram a uma queda de 26,5% na produção em alto mar da OGX, que passou para 8,3 barris diários em março ante 11,3 mil barris em fevereiro. Em janeiro, a produção foi de 13,2 mil barris de óleo equivalente por dia.

A média de produção por poço, que em fevereiro foi a pior desde o começo da operação comercial, ficou praticamente estável.

“Considerando os dias efetivos de produção dos três poços conectados ao FPSO OSX-1 ao longo de março, a produtividade média offshore por poço ficou em 3,9 mil barris de óleo equivalente por dia”, disse a empresa, sem informar a produção por poço.

A empresa atingiu uma produção média diária por poço de 3,8 mil barris de óleo equivalente em fevereiro.

A OGX produziu ainda em março 6,8 mil barris de óleo equivalente por dia (1,1 milhão de metros cúbicos por dia) no Campo de Gavião Real, na Bacia do Parnaíba, em área terrestre.

Fonte: Folha de São Paulo/ REUTERS

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