Petróleo: aumento na arrecadação de royalties deve aliviar crise do Rio

  Retrato da crise financeira que tem assolado os Estados nos últimos
anos, o Rio de Janeiro está mais próximo de mudar essa situação. O aumento do
Produto Interno Bruto (PIB) fluminense estimado para 2019 é de 6,1%, quase o
dobro do esperado para o Brasil, segundo estudo da Tendências Consultoria
Integrada, divulgado com exclusividade ao Estado. Confirmadas as previsões,
será a primeira vez desde 2015 que o Estado do Rio vai crescer mais que a média
do País.


 
A mudança de ventos tem um impulso conhecido: a produção de petróleo
deve crescer substancialmente nos próximos anos e trazer um novo ciclo de
bonança ao Estado. Sete projetos de prospecção estão previstos para entrar em
atividade em 2018. Só este ano, o petróleo deve render R$ 8,9 bilhões aos cofres
estaduais – o dobro do que foi arrecadado em 2016, pior ano recente para o
setor. De 18 plataformas previstas para entrar em operação entre o fim de 2017
e 2021, 14 são do pré-sal.


 
Como as plataformas levam algum tempo para atingir seu potencial o resultado
mais expressivo para os cofres estaduais deve vir mesmo a partir do ano que
vem, quando os rendimentos com royalties têm potencial de chegar a R$ 10,7
bilhões.


 
Um dos fatores que fizeram com que o Estado do Rio de Janeiro
mergulhasse na forte crise que enfrenta hoje foi a contração das rendas com o
petróleo, em função da queda dos preços, a partir de 2014 e do recuo da
produção entre 2010 e 2013.


 
Com o novo ciclo de expansão dos royalties, os cofres públicos terão uma
injeção de recursos e a dívida líquida do Estado deve voltar ao limite máximo
de 200% da receita corrente líquida (RCL) em 2022. Estourar esse limite fez com
que o Rio fosse enquadrado no Regime de Recuperação Fiscal (RRF) – programa de
socorro aos Estados em situação de insolvência. Dele, também fazem parte Minas
Gerais e Rio Grande do Sul.


 
Com o petróleo, o Rio também volta a ter um resultado primário positivo
já a partir de 2022. Essa é a diferença entre receitas e despesas do governo,
excluindo-se o gasto com juros.


  “Com mais dinheiro em caixa, os investimentos, que tiveram queda
contínua nos anos de crise teriam uma recuperação gradual a partir de
2018”, diz o analista da Tendências Fabio Klein. “Se tiver um governo
responsável, o Estado pode investir em outros setores, diminuindo a dependência
do petróleo e fazendo um colchão para o futuro.” Em 2018, 17% da receita
do Rio virá do petróleo.


Fonte: Agência Estado

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