Petrobras diz que queda no preço do petróleo não atrapalha o pré-sal

A Petrobras reiterou na terça-feira (6) que a produção no pré-sal é economicamente viável, apesar de dúvidas levantadas por economistas e da queda do preço internacional do petróleo.

Segundo especialistas, o impacto negativo da queda tem a ver com os custos de produção do petróleo por aqui. Bem mais altos do que na Arábia Saudita, por exemplo. Para extrair óleo da camada pré-sal, o país está fazendo investimentos pesados, que precisam ser compensados por um preço mínimo do barril.

Analistas dizem que se o preço do que está sendo produzido aqui for mais alto do que o que o mercado está oferecendo, pode haver uma espera nos planos de investimento.

“Os campos que a Petrobras tem para investir no pré-sal são campos com vultuosos investimentos, com custo de petróleo, de extração de petróleo elevado. Então pode inviabilizar muitos desses investimentos e obrigar a postergação desses investimentos atrasando, quer dizer, o desenvolvimento de toda a cadeia do petróleo, em estaleiros, em equipamentos. Tudo aquilo que o governo buscou no passado para atrair aqui para o Brasil”, explica Rafael Schechtman, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura.

Depois da repercussão negativa da queda do preço do barril para 50 doláres, a Petrobras afirmou em nota divulgada hoje que “está aumentando a sua capacidade de produção de petróleo e gás no pré-sal brasileiro de modo economicamente viável” e que “o preço mínimo do barril planejado no momento em que foram aprovados os projetos de produção do pré-sal, era entorno de 45 dólares por barril”.

Para analistas, o Brasil não vai aproveitar a redução do preço do petróleo como alguns outros países.

“Alguns países, que não são exportadores pesados de petróleo estão usufruindo dessa redução de preço. A gasolina cai de preço, o óleo diesel cai de preço. Não deve acontecer com o Brasil justamente por conta dessa política de controle de preços, no momento o governo busca aumentar o caixa da Petrobras”, aponta Rafael Schechtman.

Fonte: Jornal da Globo

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