Petrobras colabora com criação de norma para avaliação da qualidade da gasolina

Em cerimônia realizada na última semana, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) anunciaram o lançamento da norma “ABNT NBR 16038 – Combustíveis – Medição de depósitos em válvulas de admissão em motor com ignição por centelha”, uma metodologia de teste para avaliar a qualidade da gasolina comercializada no Brasil. Esta metodologia foi utilizada durante vários anos pelo Centro de Pesquisas & Desenvolvimento da Petrobras – Cenpes no desenvolvimento e aperfeiçoamento das gasolinas da Companhia e, recentemente, adaptada aos motores flex.

A necessidade da norma surgiu com a instituição da Resolução ANP nº 38, de 09 de dezembro de 2009, na qual a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estabeleceu que, a partir de janeiro de 2014, toda gasolina comercializada no Brasil deverá conter aditivo detergente-dispersante.

A presença desse aditivo na gasolina propicia um melhor nível de limpeza nos componentes internos do motor (tais como válvulas de admissão e injetores de combustível), o que proporciona ao veículo as condições necessárias para cumprir, no decorrer de sua vida útil, o atendimento aos requisitos de emissões de poluentes exigidos pela legislação, contribuindo para a qualidade do ar nas cidades brasileiras. Desse modo, a ANP conta agora com um instrumento de avaliação e certificação da qualidade da gasolina, com o qual poderá testar se a gasolina comercializada a partir de 2014 estará de acordo com as exigências de qualidade recomendadas.

Para a transformação dessa metodologia em norma, além da Petrobras, da ANP e do IBP, participaram também a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a Fiat, a FPT Powertrain (empresa fabricante de motores), a Associação Brasileira dos Fabricantes de Aditivos (Abrafa), os fabricantes de aditivos e as instituições de pesquisa Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais – Cetec, Instituto Mauá de Tecnologia – IMT e Instituto Nacional de Tecnologia – INT.

“A gasolina brasileira é única no mundo e possui um teor de etanol, definido por Lei Federal, na faixa de 18 a 25%, em volume adicionado. Sendo assim, percebemos a necessidade de uma adequação dos ensaios às características e às peculiaridades dos veículos e combustíveis nacionais”, explica Ricardo Sá, consultor do Cenpes. Dentre os benefícios trazidos pela metodologia de avaliação de aditivos, Ricardo destaca a homogeneidade da gasolina aditivada no país, assim como um melhor desempenho dos motores nacionais, uma vez que a gasolina passará a ser desenvolvida de acordo com os padrões brasileiros. “Outro ponto importante é que, por causa da gasolina adequada, há a menor formação de depósito nas partes do motor, sendo possível aumentar o espaçamento entre as manutenções realizadas”, finaliza.

Fonte: Agência Petrobras

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