Pesquisa aponta aumento da confiança no futuro do OeG

  Os líderes do setor de óleo e gás no Brasil esperam uma mudança positiva
nos níveis de investimento em P&D para 2018, de acordo com a nova pesquisa
publicada pela DNV GL, principal provedora de serviços de consultoria técnica
para o setor.

 
Mais de dois terços (61%) dos entrevistados citaram que suas empresas
irão manter ou aumentar o nível de investimento em 2018, comparado com 44% no
ano passado, sugerindo um ambiente mais estável. A análise mostra uma forte
correlação entre as empresas que preveem um aumento do investimento em saúde e
segurança, e aquelas que pretendem investir em capex e conformidade legal.

  “Confiança e Controle:
Perspectivas para a indústria de óleo e gás” (Confidence and Control: The
outlook for the oil and gas industry), é o oitavo estudo anual da DNV GL sobre
as perspectivas da indústria de óleo e gás, apresentando um retrato da
confiança, prioridades e preocupações para 2018. Ele revela uma guinada
iminente em gastos em P&D e inovação após três anos de cortes e
congelamentos. Mais de um terço (36%) de 813 profissionais seniores
entrevistados ao redor do mundo – 34% no Brasil – esperam aumentar os
investimentos em P&D e inovação em 2018: o nível mais alto registrado em
quatro anos, tendo mais do que duplicado em relação ao ano passado (de 16% para
34%).

  Gestão de custos é uma prioridade
para nove em cada dez brasileiros (91%) do setor – um aumento significativo em
relação aos 82% registrados em 2017. Em contraste, o foco global se manteve
relativamente estático – de 85% em 2017 para 82% neste ano.

  A eficiência operacional de ativos
existentes é uma prioridade para a indústria de óleo e gás no Brasil em 2018,
com 56% dos entrevistados afirmando que esperam aumentar o foco nesta área.
Isto é observado em todos os segmentos da indústria: upstream midstream e
downstream. Neste sentido, digitalização tem um papel fundamental, permitindo a
implementação de novos modelos de gestão de integridade e operacional, bem como
novas tecnologias.

  “Após alguns anos de baixo
preço de petróleo e instabilidade política e econômica, o otimismo está
crescendo no Brasil. A execução de reformas importantes no setor, a melhoria da
previsibilidade do ambiente de negócios e uma perspectiva positiva no médio e
longo prazos, abriram oportunidades para petroleiras nacionais e estrangeiras.
Vivemos um momento de ressurgência do interesse no Brasil, e isso está gerando
um aumento do nível de atividade na indústria, ainda que modesto em um primeiro
momento,” diz Alex Imperial, VP e gerente de Área, da DNV GL Oil & Gas
para a América do Sul.

  Outros resultados importantes da
pesquisa da DNV GL incluem:

  O aumento da confiança, evidente
em nível regional. A Europa apresentou a perspectiva mais otimista para o setor
de óleo e gás (de 24% no ano passado para 64%), enquanto a América Latina
passou de 46% em 2017 para 77% em 2018, e a região Ásia-Pacífico passou de 30%
em 2017 para 57 % em 2018. Na América do Norte a tendência é mais discreta,
tendo variado de 49% para 57% de um ano para outro;

  73% dos líderes da indústria
global indicam que suas organizações tiveram algum ou muito sucesso em alcançar
as metas de custo-eficiência em 2017, contra 78% no Brasil;

  62% dos entrevistados globalmente
esperam que suas organizações mantenham ou aumentem o número de funcionários em
2018, contra 56% no Brasil. Em 2017 os percentuais eram 44% no Brasil contra
43% globalmente;

  58% dos entrevistados globalmente
esperam manter ou aumentar suas despesas operacionais (opex) em 2018, um
aumento de 17 pontos percentuais em relação aos 41 registrados no passado. No
Brasil, esses percentuais são 47% em 2018 contra 38% em 2017.

Fonte: TN Petróleo

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