Partido cobiça diretoria da Petrobras

Um ano depois de Graça Foster assumir a presidência da Petrobras, no dia 13 de fevereiro de 2012, a diretoria internacional continua vaga e está sendo reivindicada pelo PMDB de Minas Gerais. Na empresa, comenta-se sobre dois nomes para ocupar a área. Um deles é o de José Lima de Andrade Neto, atual presidente da BR Distribuidora, e o outro é Irani Varella, ex-diretor de Serviços da Petrobras na gestão de Philippe Reichstul (1999-2001).

Lima é funcionários de carreira da Petrobras, foi presidente da Petroquisa, gerente-executivo de Recursos Humanos e de Novos Negócios da Petrobras. Antes de assumir a presidência da BR foi secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia entre 2008 e 2009. É prestigiado tanto pela presidente Dilma Rousseff quanto por Graça Foster e pelo ministro das Minas e Energia, Edison Lobão.

Já Varella voltou recentemente do Uruguai, onde presidia a subsidiária da Petrobras, e está ocupando uma vaga de assessor da presidência no Rio. Correndo por fora estaria Aloisio Vasconcelos, que presidiu a Eletrobras entre julho de 2005 a janeiro de 2007 e foi candidato a vice de Patrus Ananias (PT) na eleição de Belo Horizonte. Antes de disputar a eleição, Vasconcelos passou pela Alstom e Andritz Hydro, mas não existe unanimidade na bancada mineira em torno do nome dele.

O último ocupante da diretoria internacional da Petrobras foi Jorge Zelada, que saiu oficialmente no dia 23 de julho do ano passado. Só não foi substituído em abril, quando saíram Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento indicado pelo PP liderando um consórcio de partidos) e Renato Duque (ex-diretor de Serviços que seria ligado a José Dirceu) porque o PMDB de Henrique Eduardo Alves (RN) e Eduardo Cunha (RJ) tentava, sem sucesso, indicar um substituto.

Graça Foster resistiu e quando Zelada finalmente pediu seu afastamento, em julho, o cargo ficou vago. Durante um período a diretoria foi ocupada interinamente por José Carlos Amigo, que naquele momento era gerente executivo da área internacional responsável pelas operações na América Latina.

Agora, segundo uma fonte, o deputado Mauro Lopes (PMDB-MG) quer essa diretoria. Segundo apurou o Valor, a presidente Dilma Rousseff pode até acatar uma indicação partidária para o cargo, mas o nome deve ser necessariamente técnico. E Graça Foster precisará concordar com a indicação. A diretoria da Petrobras é a segunda prioridade da cúpula do PMDB, no momento mais empenhada em conseguir ministérios com maior poder de fogo eleitoral.

Nesse período a área internacional da Petrobras foi esvaziada. A venda de vários ativos internacionais para forçar o caixa está sendo coordenada por uma gerência de novos negócios ligada diretamente à presidência. Nesse período Graça afastou todos os executivos ligados a Zelada, inclusive gerentes-executivos e gerentes-gerais. Também mudou vários presidentes das subsidiárias no exterior.

Se conseguir indicar um diretor para a Petrobras será a segunda investida da ala mineira do PMDB em uma estatal importante. Em Furnas, o deputado Odair Cunha (PT-MG), nomeou o diretor de gestão corporativa, Luiz Fernando Paroli, único que o atual presidente de Furnas, Flavio Decat, teve que manter depois da “limpeza” para tirar a influência de Eduardo Cunha na estatal. Além de Luiz Paulo Conde, Eduardo Cunha também indicou Carlos Nadalutti Filho na presidência de Furnas.

Fonte: Valor Econômico

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