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PhDsoft lança nova versão da tecnologia que previne corrosão

A PhDsoft está lançando uma nova versão do seu principal produto, o software C4D. Único no mundo, ele é usado na manutenção de estruturas como plataformas de petróleo e navios. Até pelo aumento da segurança que viabiliza, ele já foi adotado por Petrobras, Shell, Modec e Subsea7. Desenvolvida nos últimos dois anos, a nova versão demandou investimentos de R$ 5 milhões.

O C4D modela as estruturas em 3D, simula o seu desgaste ao longo do tempo e arquiva todas as informações que antes ficavam dispersas em inúmeras pilhas de plantas e relatórios de reparos. Agora, o software também inclui realidade aumentada para orientar os robôs submarinos que auxiliam nas inspeções. Esta foi uma demanda para a exploração do pré-sal. A nova versão permite ainda uma maior integração com toda a cadeia de valor das petroleiras.

“O C4D é um case de sucesso brasileiro. Ele reúne as técnicas mais modernas de engenharia, TI e gestão para maximizar a eficiência do processo de manutenção e minimizar riscos de acidentes que causam grandes prejuízos, poluição e mortes. Foi isso o que atraiu a Petrobras, há mais de 15 anos, quando eu ainda testava a tecnologia como professor da UFRJ, antes de fundar a PhDsoft, em 2000. Mais do que cliente, a Petrobras tem sido um parceiro fundamental para o desenvolvimento do C4D”, explica Duperron Ribeiro, CEO da empresa.

Estudos norte-americanos estimam os custos da corrosão, nos EUA, em torno de 4% do PIB. Isso é quase US$ 600 bilhões. Um quinto da produção mundial de aço é destinado a repor perdas causadas pela corrosão. Na indústria do petróleo, o problema é ainda mais crítico. Cada dia a menos que uma plataforma fica parada para manutenção pode representar uma economia de US$ 500 mil em produtividade. Além disso, falhas na manutenção podem causar desastres ambientais.

 

Fonte: TN Petróleo

 

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Produção nacional de petróleo cai mais de 2% em um ano

A produção média diária de petróleo nos campos do país caiu 2,2% em um ano. Dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que, em agosto, a produção média diária de petróleo no Brasil foi cerca de  2 milhões de barris de petróleo equivalente (óleo e gás natural).

 

Em comparação com a produção de julho, a queda ficou em 0,8%. Em contrapartida, a produção média diária de gás natural teve aumento de 7,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado e de 0,7%, se comparada com o mês de julho.

 

Em parte, o aumento foi decorrência da retração de 21% na queima de gás natural no espaço de um ano (agosto 2011/agosto 2012). De julho para agosto deste ano, a queima ficou estável.

 

Segundo a ANP, o Campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos, foi o de maior produção de petróleo em agosto e o segundo maior produtor de gás natural, totalizando 312,8 mil barris de óleo equivalente por dia. Já o maior produtor de gás foi o Campo de Manati, na Bacia de Camamu-Almada, no litoral da Bahia, com produção média de 6,7 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

 

Os campos da Petrobras responderam por 93,8% da produção de petróleo e gás natural no mês passado e que cerca de 91% da produção de petróleo e 76,5% da produção de gás natural foram extraídos de campos marítimos.

 

A produção de petróleo e gás natural em agosto foi oriunda de 9.019 poços, sendo 752 marítimos e 8.267 terrestres.

 

Fonte: Agência Brasil

Transpetro integra operação de dutos

Subsidiária integral da Petrobras, a Transpetro planeja concentrar, até 2016, em um único local, a operação e o monitoramento de toda sua malha de gasodutos e oleodutos em atividade no país. São mais de 14 mil quilômetros de dutos, o equivalente a um terço da circunferência da Terra. Atualmente, o Centro Nacional de Controle Operacional (CNCO) da Transpetro, que fica na sede da companhia, no Centro do Rio de Janeiro, já controla 91% dos oleodutos e 100% dos gasodutos.

A estrutura, que faz dez anos em 2012, foi construída para abrigar o trabalho que já era feito nas regiões por onde passa a malha de dutos da empresa. Em uma época em que as petroleiras concentram esforços para atuar com segurança e evitar escândalos relacionados a acidentes ambientais, Márcio Manhães, gerente do Centro de Controle de Oleodutos do CNCO, acredita que a estrutura é um diferencial frente a outras companhias do setor.

 

“Os nossos funcionários que trabalham nas mesas de operação passam por uma seleção e por um treinamento muito rígidos para que possam trabalhar juntos em prol da segurança da nossa operação, em todas as regiões por onde passa nossa malha de dutos”, disse Manhães. Entre os oleodutos que passarão a ser monitorados pelo CNCO estão ORSOL I e II, que transportarão petróleo e Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) de Urucu para o Terminal de Coari, ambos no Estado do Amazonas, e o duto de transferência de querosene de aviação (QAV) de Guarulhos para o Aeroporto de Cumbica, ambos no Estado de São Paulo.

 

O trabalho de monitoramento é feito 24 horas por dia por 127 operadores que se revezam em três turnos de 8 horas cada. Sensores e instrumentos instalados ao longo dos dutos enviam por satélite e redes de fibra óptica informações como vazão, temperatura e pressão dos produtos transportados. Segundo Manhães, os operadores do sistema, de sua mesa de trabalho, podem identificar, prevenir ou corrigir falhas, ligar e desligar bombas, abrir e fechar válvulas, partir e parar estações de compressão.

 

O centro de controle também realiza a distribuição de petróleo, gás natural e derivados para térmicas, indústrias e refinarias do Sistema Petrobras e para outros clientes. O trabalho é feito em um espaço de 1.200 metros quadrados (m2), que conta com telas de projeção de 37 m2. Segundo Manhães, a empresa tem ainda uma estação “back up”, com configuração operacional idêntica a da sede, no Terminal de Campos Elíseos (Tecam), na cidade de Duque de Caxias, para uso de contingência.

 

O gerente do CNCO contou que no início do ano, quando houve o desabamento de dois prédios e um sobrado na Avenida Treze de Maio, no Centro do Rio, as equipes do centro de controle foram enviadas para a estrutura “back up” no Tecam. O desastre aconteceu a mais de um quilômetro a pé da empresa, mas mesmo assim a Transpetro considerou apropriada a medida. “A decisão foi preventiva caso houvesse problemas no acesso ao prédio da Transpetro ou até mesmo outros problemas como falta de luz”, disse Manhães.

 

A equipe que trabalha no CNCO é formada por técnicos de operação, engenheiros, analistas de sistemas e consultores. Após serem aprovados em concursos, os profissionais passam por análises de perfil comportamental e diversas etapas de treinamento.

 

Fonte: Valor

Rio fica sozinho contra a Lei do Petróleo

O Rio de Janeiro acabou ficando sozinho na luta pela manutenção da atual distribuição do dinheiro pago pelas empresas à União, aos Estados e aos municípios, como compensação pela exploração do petróleo -os royalties.

 

Antes contrários às mudanças, deputados do Espírito Santo, segundo Estado no ranking dos que mais recebem royalties -o Rio é o primeiro-, já decidiram votar a favor do projeto.

 

Com isso, o relator do projeto que modifica a Lei do Petróleo (veja quadro), Carlos Zarattini (PT-SP), espera que o projeto seja aprovado ainda neste ano.

 

A questão, no entanto, não deve se encerrar no Congresso. Zarattini prevê que o Rio vá ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão.

A maior reclamação do Estado é que a redistribuição dos royalties leva em conta campos que já estão em produção, ou seja, contratos em plena vigência, argumento considerado forte por advogados do setor.

 

“É uma briga muito boa porque o que se defende é a manutenção de contratos que já existem”, diz o advogado Carlos Maurício Maia Ribeiro, da Vieira Rezende.

 

A definição do sistema de distribuição é fundamental para que se realizem novas licitações, que não acontecem há quatro anos. A falta de leilões estrangula o crescimento da extração do produto.

Na semana passada, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, garantiu a realização da 11ª rodada de licitação de áreas de petróleo e gás natural em maio de 2013, e o primeiro leilão das áreas do pré-sal em novembro do mesmo ano, desde que a lei esteja votada.

 

O QUE MUDA

O governo decidiu alterar as regras do setor após a Petrobras descobrir petróleo abaixo da camada de sal da costa brasileira, em 2007, em quantidade que pode ser suficiente para multiplicar por quatro as reservas atuais.

 

Estados não produtores pressionaram para receber mais royalties, incluindo no projeto áreas já licitadas, além das que ainda serão exploradas, o que teve a oposição daqueles onde há campos de petróleo.

 

Além dos royalties, também se discutem mudanças no valor pago a mais por campos com alta produtividade.

 

“Nós fomos ouvindo as reivindicações de ambos os lados, procurando atender particularmente o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, que criticavam o ano base usado para o cálculo e queriam garantia se a produção caísse”, disse Zarattini.

 

Para resolver a polêmica, o relator trocou o ano-base do projeto original de 2010 para 2011, ano de maior arrecadação de royalties (R$ 12,9 bilhões).

 

Além disso, garantiu aos Estados produtores, que costumam atrelar a arrecadação ao Orçamento, que a receita não cairia mesmo se a produção diminuísse.

 

De acordo com o deputado Paulo Foletto (PSB-ES), depois de muitas conversas com o relator, os dez representantes do Espírito Santo na Câmara aceitaram o texto.

 

A taxa cobrada para contratos de concessão continuará em 10%. Para os contratos de partilha, referentes às áreas do pré-sal, em 15%. Os índices da redistribuição ainda estão sendo fechados.

Líder da bancada fluminense na Câmara, Hugo Leal (PSC-RJ) já admite que a briga terá que ser na Justiça, “se o governo do Estado do Rio de Janeiro entender assim”.

 

A assessoria do governador Sérgio Cabral informou que ele não comentaria o assunto.

 

Fonte: Folha

Venda externa de etanol é de US$ 1,3 bilhão no ano

As exportações brasileiras de etanol somam US$ 1,3 bilhão de janeiro a setembro deste ano, 46% mais do que em igual período anterior.

 

As exportações deslancharam no segundo semestre, quando a colheita de cana teve um ritmo mais acelerado.

 

Em setembro, foram exportados 453 milhões de litros, somando 1,79 bilhão no ano.

 

Só nos últimos três meses, atendendo a compromissos de venda feitos anteriormente, as usinas exportaram 1,2 bilhão de litros.

Apesar da queda no mercado internacional, o açúcar ainda rende 25% mais do que o álcool anidro e 32% mais do que o hidratado para as usinas produtoras.

 

Os dados são do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

 

Fonte: Folha de S.Paulo / Mauro Zafalon

Avança a colocação de módulos na plataforma P-58

A construção da plataforma P-58, que ocorre em Rio Grande, no canteiro de obras da Quip S/A, avançou para uma nova e importante etapa desde o último dia 14, quando teve início a operação de lifting dos módulos de processo. Esta operação consiste na elevação, posicionamento e soldagem inicial de módulos no convés da plataforma.

 

Ao todo serão elevados 23 módulos, sendo eles para tratamento eletrostático, remoção de sulfato e de enxofre, separadores, pipe rack, um módulo elétrico, o flare, o helideck, entre outros. Já estão sobre a plataforma cinco módulos, que são três partes do pipe rack, mais os módulos M09 (compressão de gás) e M05 (processamento de óleo).

A previsão de término da operação de lifting é para o final do mês de outubro, dependendo das condições atmosféricas, pois estas influenciam no andamento da operação. São necessárias condições adequadas – sem ocorrência de chuva e vento fortes – para que não haja interrupção dos trabalhos.

 

O gestor executivo de operações da P-58, engenheiro José Roberto dos Santos, destaca o ineditismo do lifting dos módulos desta plataforma, já que é a primeira vez que o guindaste PTC 200 DS, o maior deste modelo no mundo, segundo ele, está operando. Além disso, ele ressalta todo o comprometimento e profissionalismo da equipe de trabalho, que vem desempenhando suas funções de maneira excelente e em tempo recorde.

 

A construção da Plataforma p-58 é de responsabilidade da CQG Construções Offshore. A Quip S/A atua nesse projeto nas áreas de Engenharia e Suprimentos. A p-58 é uma plataforma do tipo FPSO (sigla em inglês para plataforma flutuante que produz, processa, armazena e escoa petróleo) e irá operar no Campo de Baleia Azul, no Parque das Baleias de Campos, situado ao largo do litoral sul do estado do Espírito Santo (ES).

 

A P-58 terá capacidade de produção de 180 mil barris dia, 6 milhões de m³/d de gás e uma capacidade mínima de armazenamento de 1,6 milhão de barris de petróleo bruto.

 

Fonte: Jornal Agora (RS)

Aker Solutions assina contrato de serviço com Dong Energy

Aker Solutions divulgou ontem em seu site oficial, que assinou um contrato com a Energia Dong para prestar serviços de intervenção em poços de ativos da petroleira no mar da Noruega e da Dinamarca.

 
Nos termos do contrato, a Aker Solutions irá fornecer serviços elétricos madeireiras de telefonia fixa e serviços de telefonia fixa de tratores nos campos de petróleo e gás, onde Dong Energy opera nas prateleiras Dinamarca e da Noruega continental.
 

O contrato é válido por dois anos, além de uma extensão de dois anos opcional (2 +2). A Aker Solutions estima que o contrato vai gerar receitas de aproximadamente NOK 40 milhões anualmente.

 

A Aker Solutions irá gerenciar o trabalho a partir de suas instalações de serviços de intervenção em poços em Esbjerg, na Dinamarca, e Stavanger, na Noruega.

 

“Dong Energy é uma empresa interessante para apoiar como seu portfólio de plataformas offshore operada Noruega e Dinamarca está crescendo rapidamente. O Trym and Oselvar entrou em operação no início deste ano, e os desenvolvimentos Hejre e Solsort na plataforma continental dinamarquês é no gasoduto. Estamos felizes por a Dong renovou a confiança em nossos serviços e estamos ansiosos para continuar a apoiá-los no aumento da produção e as taxas de recuperação de seus poços offshore “, diz Rolf Leknes, que dirige o escandinavo em operação na Aker Solutions.

 

A Aker Solutions tem prestado serviços para Dong Energia desde 2005. Serviços de intervenção em poços são realizados em forma de um óleo ou de gás, com o objetivo de maximizar a produção e aumentar a taxa de recuperação de petróleo e gás. O contrato é assinado e contabilizado como entrada de pedidos no 3º trimestre de 2012.

 

 

Fonte: GNBC

SC recebe mapeamento marinho feito por EBX para projeto de estaleiro

Santa Catarina perdeu para o Rio de Janeiro o estaleiro da empresa OSX, de Eike Batista, mas pelo menos ficou com o estudo que baseou o projeto. No dia 19 de setembro, o empresário doou para a Secretaria de Portos da Presidência da República o mapeamento marinho da Baía de Canasvieiras de Florianópolis. Esse estudo será dispobillizado para a Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif) e para Marinha, o que deverá acelerar o início do turismo de cruzeiros na Capital.

 

Um levantamento como esse custaria até R$ 150 mil para o município, segundo Ernesto São Thiago, diretor de Turismo da Acif e consultor de projetos náuticos. Ernesto acrescenta que o mapeamento é o passo inicial do turismo de cruzeiros em Florianópolis, que, até agora, não conta com nenhum píer, nem para escala nem para embarque de navios.

 

O diretor explica que as companhias de cruzeiro vão, agora, analisar o estudo e decidir, em seguida, se podem começar a fazer escalas-teste ainda nesta temporada em Florianópolis. As escalas oficiais podem começar na temporada seguinte à dos testes.

 

De acordo com Ernesto, fazer um píer para as escalas, com os tênderes, aquelas embarcações que transportam os turistas até a costa, é bem mais simples e barato do que para atracação de cruzeiros. O de Portobelo, por exemplo, construído com recursos do município e do governo federal, custou R$ 1,5 milhão. No entanto, o ideal para Florianópolis, segundo o diretor da Acif, é ter um cais equipado para o ponto inicial e final dos navios. E o custo para isso partiria de R$ 150 milhões.

 

— Florianópolis é o segundo destino mais solicitado para escalas de cruzeiros no Brasil, uma enorme demanda reprimida, portanto. Não é apenas um píer que se precisa implantar aqui, mas o que eu chamaria de Porto Turístico Internacional de Santa Catarina, um home port. Centenas de milhares de turistas nacionais e estrangeiros partiriam de Florianópolis para seus cruzeiros e aqui chegariam ao final deles, dinamizando a economia de toda a região, a começar pela hotelaria — analisa.

 

Terreno de Eike sem definição de investimentos

 

Depois de ter desistido de instalar um estaleiro da empresa OSX em Biguaçu, o braço imobiliário do Grupo EBX, a empresa REX, de Eike Batista, propôs investir em um terreno de sua propriedade, no mesmo município. A área de 2,7 milhões de metros quadrados abrigaria um complexo logístico, com armazéns, escritórios, área de aduana, hotel, shopping de outlet e opções de lazer. No entanto, mais de um ano depois da última reunião com o prefeito de Biguaçu, José Castelo Deschamps, nada aconteceu.

 

A assessoria de imprensa da REX informou que a empresa continua estudando a viabilidade do projeto para o terreno que possui em Biguaçu. Já o secretário de Planejamento e Gestão de Biguaçu, Felipe Azmuz, diz que, após as eleições, a prefeitura irá retomar o contato com a empresa de Eike Batista para os investimentos no município.

 

O diretor de Turismo da Acif Ernesto São Thiago se aproximou de Eike Batista através do Twitter. O empresário bilionário criou o grupo G10, dos twitteiros com quem mais se comunicava no microblog. Um dos escolhidos foi Ernesto. Em 2010, o diretor da Acif participou de uma reunião fechada na sede da EBX, no Rio de Janeiro, que durou quatro horas. Desde lá, os dois trocam emails e twittes sobre vários assuntos, desde pessoais até negócios em Santa Catarina.

 

Fonte: A Notícia/SC / Janaina Cavalli

Aeroporto de Cabo Frio cresce com petróleo e gás

 

Construído no final dos anos 1990 para receber turistas vindos principalmente da Argentina, o Aeroporto Internacional de Cabo Frio, no Rio, se transforma agora para ser um grande centro da indústria do petróleo e gás.

 

Até 2014, serão investidos R$ 60 milhões na ampliação do pátio de aeronaves e na construção de novos terminais de cargas e passageiros para atender empresas como a Petrobras, a OGX (do empresário Eike Batista) e a BP.

 

A indústria petrolífera também movimenta outros aeroportos regionais do Estado, como o de Macaé, sob gestão da Infraero (empresa que administra os aeroportos), e o municipal de Maricá.

 

Só de janeiro a agosto deste ano, o desembarque de cargas em Cabo Frio -máquinas, equipamentos e insumos industriais- vindas do exterior para as petrolíferas cresceu 75,7% em relação ao mesmo período de 2011.

 

Proporcionalmente, o aumento verificado na cidade é superior ao registrado no transporte de cargas em Cumbica (18,5%) e Viracopos (-5,45%), em São Paulo, e no Galeão (32,4%), no Rio, durante o mesmo período.

 

Atualmente, três voos cargueiros semanais vindos de Miami (EUA) chegam ao aeroporto. E, há 20 dias, a Libra Aeroportos, atual concessionária de Cabo Frio, fechou acordo com a Lufthansa para cargas de transferência.

 

Segundo o diretor da empresa, Pedro Orsini, novos voos internacionais poderão chegar a Cabo Frio. “Temos equipes nos Estados Unidos fazendo corpo a corpo e mostrando as vantagens de operar no aeroporto”, disse.

 

Já os embarques e desembarques de passageiros cresceram 48,8% neste ano em relação ao mesmo período de 2011, e os pousos aumentaram 61,7%.

 

Nos dois casos, a maioria é de funcionários e helicópteros das plataformas de petróleo em alto mar.

 

“O nosso entendimento é que queremos crescer”, disse Orsini. “A concorrência com o Galeão é sadia. Estamos lá para concorrer. Cada um tem seu nicho e a nossa perspectiva é crescer ainda mais”, completou.

 

Ampliação

 

De acordo com a Libra Aeroportos, serão mais 30 posições para helicópteros, 16 mil m² de área coberta para cargas e um terminal com capacidade para até 1,2 milhão de passageiros por ano.

 

Atualmente, o aeródromo tem 13 posições para helicópteros (em operação simultânea), 70 mil m² de área de carga (alfandegada) e terminal para 300 passageiros (por voo), além da capacidade de receber aviões cargueiros.

 

A próxima etapa da Libra é obter autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para importação de substâncias para a indústria farmacêutica.

 

No terminal de cargas, áreas específicas para os produtos já estão construídas.

 

Fonte: GNBC