Na OGX, ordem é investir no petróleo já descoberto

O mercado reagiu bem ontem às explicações da OGX para o prejuízo de R$ 343,6 milhões no terceiro trimestre e aos planos da companhia para 2013. Depois de meses de decepção com a produção futura, a ordem é enxugar investimentos e reduzir a busca por petróleo, para focar na produção do óleo já descoberto.

“Vamos concentrar em gerar resultados para nossos acionistas”, disse o diretor de relações com investidores, Roberto Monteiro. As ações, que abriram o dia em queda, chegaram a subir 4,82% depois da teleconferência com analistas, mas perderam fôlego minutos antes do fim do pregão e fecharam em alta de 1,89%, a R$ 4,86.

Os papéis, no entanto, continuam muito abaixo do patamar de R$ 18 registrados em fevereiro. Poucos meses depois, a empresa enfrentaria uma crise de confiança, após revisão para baixo dos prognósticos de produção. A companhia ainda está para colher o resultado de anos de investimento e precisará de tempo até que o óleo se converta em caixa.

Após o balanço, divulgado na semana passada, o Bank Of America Merrill Lynch reiterou classificação de desempenho como abaixo da média do mercado, com preço-alvo de R$ 5,00 para a ação. Os analistas Frank McGann e Conrado Vegner ressaltam que os próximos 12 meses serão importantes para definição do potencial da empresa no longo prazo. Eles citam como fundamental o desempenho futuro no campo de Tubarão Azul e Tubarão Martelo, na Bacia de Campos.

Esses dois campos concentrarão grande parte do US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 2,4 bilhões) que serão investidos pela OGX no ano que vem. Desse total, apenas 20% vão para explorar novos poços e 80% ficarão no desenvolvimento de poços onde já foi encontrado petróleo.

O valor de investimentos para 2013 é inferior ao aplicado neste ano. Até setembro, foram desembolsados R$ 3,186 bilhões. Um dos temores do mercado que levaram à queda das ações neste ano foi a de que a companhia enfrentasse problemas de caixa.

Em outubro, o controlador, Eike Batista, anunciou o direito de a OGX exigir que ele mesmo subscreva novas ações ordinárias de emissão da companhia, a R$ 6,30 por ação, até US$ 1 bilhão. A possibilidade de reforço de caixa pode ser usada para futuras aquisições, mas, por enquanto, Monteiro não prevê necessidade de recorrer aos recursos.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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