Na bomba de combustível, decalitro é a melhor opção para o consumidor

Uma matéria publicada no jornal O Globo, no último domingo (13), anunciava os planos da Agência Nacional de Petróleo (ANP) de alterar as regras para distribuição e venda de combustíveis no país. Entre as mudanças, a redução de três para duas casas decimais no preço das bombas.

De fato, a nossa moeda é calculada com duas casas decimais para todas as demais transações comerciais executas em território nacional. Por que é diferente com a gasolina, o etanol e o diesel? Na verdade, embora importantes vedetes do debate nacional, combustíveis são mercadoria como qualquer outra comercializada no país.

Os contrários à medida alegam que os preços seriam “arredondados” para cima, em prejuízo do consumidor. Assim, o preço da gasolina comum, em média a R$ 2,897 o litro, seria alterado para R$ 2,90. Isso é verdade. Proponho então à ANP que, a exemplo dos EUA, adotemos outra unidade de referência. Lá, compra-se por galão, que equivale a aproximadamente quatro litros.

Aqui, poderíamos adotar o decalitro equivalente a dez litros. Dessa forma, mesmo que os donos de postos ajustassem o preço para cima o resultado para o consumidor seria menos pesado. Vejam a conta:
  
15 litros  x  R$ 2,90 (arredondado) = R$ 43,50
1,5 litros x R$ 28,97 (decalitro)    = R$ 43,46 (já arredondado para cima)

Hoje, com os três dígitos, o consumidor gasta R$ 43,455 (arredondados na bomba para R$ 43,46) na compra de 15 litros, ou seja, a adoção do decalitro não trará qualquer prejuízo ao consumidor e este ainda terá o benefício de lidar com a moeda de dois dígitos que lhe é familiar. Proponho à ANP a adoção do decalitro.

Fonte: Redação NNpetro

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