Instituições e empresários se reúnem para discutir segurança pública

Num evento inédito, realizado na última quinta-feira (10/04), no auditório do Senai Macaé, pela Comissão Municipal da FIRJAN, empresários, instituições e o poder público estiveram reunidos para discutir a respeito da Segurança Pública. O objetivo foi encontrar alternativas para diminuir os índices de criminalidade registrados pelo município, que têm sido cada vez mais altos, no que diz respeito a roubos e furtos.

 

Estiveram presentes representantes da Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM), Rede Petro – Bacia de Campos, Abespetro, IADC, Prefeitura Municipal de Macaé, e diversos empresários da região. O evento foi dividido em três apresentações, sendo a primeira com o tema “Desenvolvimento Econômico e importância de Macaé para a política energética do Brasil”, a segunda foi a “Situação da Segurança Pública em Macaé”, e a terceira sendo uma “Análise comparativa entre os Batalhões de Polícia Militar, que compõem a 6ª RISP (Região Integrada de Segurança Pública)”. Os temas foram apresentados, respectivamente, por Evandro Esteves, presidente da Comissão Municipal da FIRJAN, Edmilson Jório, secretário municipal de Ordem Pública, e Cel. PM Paulo Augusto Souza Teixeira, presidente do Instituto de Segurança Pública (ISP).

 

Segundo Evandro Esteves, o fator segurança pública é um dos principais pontos de análise para que as empresas se instalem na cidade. “Apesar da pujança econômica do município, os indicadores de segurança pública crescem de forma negativa. Hoje Macaé conta com cerca de 200 mil habitantes, mas em 2020 a projeção é de que a população atinja o número de 350 mil, podendo acarretar no aumento da criminalidade se a estratégia não for modificada. Nossa função aqui é provocar o debate sobre o assunto, buscando soluções para toda a população”, ressaltou.

 

Já Edmilson Jório, falou a respeito do crescimento de Macaé e também das cidades que compõem a região de atuação do 32º Batalhão de Polícia Militar. “A nossa região cresceu muito, mas não recebeu um investimento proporcional a este crescimento. O município está se esforçando para conter o aumento da criminalidade e estamos às vésperas de um novo processo de pacificação”, declarou.

 

O Cel. Teixeira admitiu que o 32º Batalhão é o que mais sofre em relação ao número de efetivo, já que possui um efetivo de 770 policiais para 440 mil habitantes, somando as populações dos seis municípios em que atua. Por outro lado, o 29º BPM, por exemplo, possui um efetivo de 880 policiais para uma população de 220 mil habitantes, em nove municípios da região Noroeste Fluminense, segundo dados apresentados pelo presidente do ISP.

 

O delegado da 123ª DP, Filipi Poeys, e o comandante do 32º BPM, Ten. Cel. Ramiro Campos, também compareceram ao encontro e tiveram a oportunidade de responder aos questionamentos dos empresários. “No ano passado, somente a 123ª DP registrou 10.800 ocorrências, com um efetivo de 36 policiais, que se desdobram para atender a todas as demandas. Precisamos pedir a atenção do Estado, pois Macaé precisa de investimentos urgentes na área de segurança pública”, destacou o delegado.

 

O prefeito de Macaé, Dr. Aluízio dos Santos Júnior, afirmou que o governo municipal está tomando providências e procurando fazer o possível para diminuir os índices de criminalidade. “Nós já adquirimos os módulos para efetuar a pacificação nas Malvinas, pois entendemos que o nosso principal problema hoje é a segurança pública, apesar de todas as outras questões que enfrentamos. No entanto, se os agentes de segurança não apontarem um caminho, o poder público e os empresários não poderão colaborar de forma efetiva. Já estive várias vezes com o governador (do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral) e estamos trabalhando em parceria com as Polícias Civil e Militar. Também estamos tentando uma parceria com a Polícia Federal, mas ainda dependemos de um retorno de Brasília para que ela se concretize”, finalizou. Fonte: Rede Petro-BC – Ive Talyuli
Créditos da foto: Assessoria de Imprensa Rede Petro-BC

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