Futuro do setor de PeG e modelos de negócios são discutidos no evento da última quarta-feira

O auditório do Senai nesta quarta-feira (27) estava repleto de empresários para as palestras ministradas pelo superintendente de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico – ANP Alfredo Renaut, e o coordenador do Núcleo de Transferência de Tecnologia da UEPA Antonio Batista. O evento foi realizado pela Rede Petro – BC com apoio do SEBRAE, Sistema FIRJAN e Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM).

Alfredo deu início a sua palestra, intitulada “Perspectivas do setor Petróleo e Gás no país”, mostrando o cenário do setor de P&G conforme caminhamos para uma transição energética: os mercados globais de energia serão mais competitivos, fazendo com que a demanda pelo petróleo vai crescer. Além disso, apresentou dados relacionados à exploração e produção nos modelos onshore, offshore convencional e pré-sal, este último participando em 56% de toda produção nacional com 1,78 milhões de barris por dia.

O superintendente apresentou também futuras melhorias no ambiente de negócios, como diversos blocos estando presentes no pré-sal, o que trará oportunidades de exploração de grande potencial. Ainda que o licenciamento demore (desde 2013 não há autorização para perfuração em áreas de fronteira, fora das Bacias de Campos e Santos), a ANP continua estimulando o desenvolvimento do setor de P&G e a integração e parceria com a indústria.

“Qual seu modelo de negócio para potencializar as oportunidades no setor de Petróleo e Gás?” Esse foi o tema da palestra seguinte. O coordenador do Núcleo de Transferência de Tecnologia da UEPA Antonio Batista alertou os empresários presentes: “Temos mais 30 anos de oportunidades no segmento de óleo e gás, mas se o seu negócio depende dele, o seu negócio precisa mudar.”

Batista, também consultor em negócios para o setor, entrou em contato com 30 empresários e a percepção é que a indústria já iniciou um novo ciclo. 50% dos empresários contatados pontuam que o mercado ainda está parado mas que a situação vai melhorar.

“Em meio a impactos político-econômicos e complexidades institucionais, o óleo e gás vai começar a demandar de você na visão de negócio; e agora, com múltiplos operadores e diferentes culturas, precisamos acompanhar o que está acontecendo à nossa volta e buscar sempre novas formas de fazer negócio”, afirma Antonio.

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.

You may use these <abbr title="HyperText Markup Language">html</abbr> tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

*