Desafio no Ártico é combinar exploração de petróleo e preservação ambiental

O Conselho do Ártico tem o desafio de encontrar um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental.  A próxima reunião do órgão composto por oito membros permanentes – Dinamarca, Suécia, Islândia, Finlândia e Rússia – está marcada para o dia 16 de maio, na cidade de Kiruna, Suécia, para traçar o futuro na exploração de petróleo no Ártico.

Por armazenar cerca de 20% das reservas de petróleo e gás do planeta, o Ártico também é foco de decisões econômicas. A mais nova fonte de recursos energéticos da atualidade precisa passar por uma regulamentação para a exploração de petróleo – mudança que está na pauta da próxima reunião.

De acordo com a nota divulgada pelo observatório de segurança da indústria petrolífera da Noruega, as companhias de petróleo estariam negligenciando questões vitais de segurança ao se prepararem para perfurar novas áreas na região.

Interesses econômicos X meio ambiente

O desafio é resguardar o meio ambiente e a biodiversidade, já tão afetados pelo degelo acelerado no local, segundo o diretor-executivo do conselho do Ártico, o sueco Gstaf Lind, em entrevista ao jornal O Globo.

“As exigências para os sistemas de segurança de petrolíferas que vão operar no Ártico precisam ser as mais altas do mundo. As distâncias são gigantescas, precisamos nos resguardar de acidentes. Queremos o desenvolvimento econômico da região, até porque as populações locais precisam de emprego, de alternativas de geração de renda. Mas é necessário priorizar a preservação”, avaliou Lind.

No entanto, ambientalistas afirmam que as condições desafiadoras do Ártico, mesmo com o degelo, tornam a busca por hidrocarbonetos arriscada. Um vazamento, dizem eles, seria praticamente impossível de limpar.

Os oito países membros do conselho têm o poder de estabelecer estratégias para a região nas áreas ambiental e econômica. Outros países podem participar como observadores, são eles: França, Alemanha, Polônia, Reino Unido e Holanda. O Brasil também manifestou interesse em participar dos debates. A reunião em maio irá analisar a entrada de outros países.

Fonte:  O Globo

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