Campos para além da revitalização

Bacia passará por nova onda de investimentos em atividades exploratórias. Com mais de 18 mil km² em áreas exploratórias sob concessão, a Bacia de Campos viverá uma nova onda de investimentos em exploração em razão da aceleração dos leilões da ANP nos últimos anos.

 

Apesar de concorrer com as águas profundas na vizinha Santos, Campos ainda atrai o interesse de grandes companhias. Hoje, a região conta com sete operadoras, incluindo grandes IOCs como ExxonMobil, BP, Equinor, Shell e Repsol. Nos próximos anos, essas empresas terão de cumprir compromissos exploratórios nos ativos adquiridos na 4ª rodada de partilha e na 14ª e 15ª rodadas de concessão.

Principal operadora da bacia, com 11 concessões, a Petrobras se voltará aos blocos Dois Irmãos, C-M-210, C-M-277, C-M-34, C-M-346, C-M-411, C-M-413, C-M-567 e C-M- 709. A companhia também já tem uma campanha sísmica 4D programada para o campo de Jubarte em 2020, além de um contrato com a Westerngeco para trabalhos de reprocessamento de sísmicas feitas na bacia.

A estatal planeja investir US$ 21 bilhões em Campos entre 2019 e 2023. Apesar de grande parte do valor ser direcionado a atividades de revitalização, os recursos também contemplarão esforços exploratórios, uma vez que a petroleira já identificou 70 projetos de desenvolvimento complementar na região. Algumas áreas, como Albacora Leste e Marlim Sul, já têm, inclusive, descobertas no pré-sal.

Outra gigante do setor que volta a investir em exploração em Campos é a Shell. A primeira atividade programada é uma sísmica 3D no bloco C-M-791, programada para os próximos meses.

Além da anglo-holandesa, as majors BP e ExxonMobil também arremataram blocos na região como operadoras nas últimas rodadas de concessão e devem iniciar em breve as primeiras atividades exploratórias, tendo em vista que a primeira fase de exploração precisa ser concluída até 2025.

Já a norueguesa Equinor, que opera apenas um bloco na região, o BM-C-33, deve aguardar os desdobramentos do novo marco regulatório de gás para prosseguir com as atividades de avaliação no ativo, onde foram feitas as descobertas de Pão de Açúcar, Seat e Gávea, totalizando 1,3 bilhão de boe em reservas recuperáveis. O escoamento é um grande desafio para os projetos, pois  testes indicaram a presença de mais de 1 bilhão de boe recuperáveis.

O plano de avaliação das descobertas é válido até 2022. A empresa avalia as opções para a venda da produção – tanto sob a ótica da comercialização quanto da infraestrutura – e ainda não tem estimativa de data para  encerrar a fase exploratória e começar a produzir. Nesse meio tempo, o foco das atividades na bacia será a implantação da segunda fase de produção do campo de Peregrino, prevista para entrar em operação em 2020.

Outras áreas em compasso de espera na bacia são os blocos C-M-101 e C-M-61, cujas descobertas de Wahoo e Itaipu passam por avaliação. Até recentemente, as áreas eram operadas pela Anadarko, mas foram vendidas para um consórcio formado pela BP, Total and IBV, que ainda não anunciou os próximos passos nos ativos.

Além das operadoras, empresas de aquisição de dados também estão de olho em Campos e já programam campanhas mirando as próximas rodadas. Entre elas estão a CGG, PGS, Spectrum e TGS, que iniciaram, este ano, processos de licenciamento junto ao Ibama para adquirir dados na bacia.

Além de 14 blocos que serão disponibilizados no primeiro ciclo da oferta permanente, em setembro, Campos terá 13 ativos ofertados na 16ª rodada de concessões e uma área (Norte de Brava) no leilão de partilha. Há expectativa de que a bacia possa repetir os recordes registrados na 15ª rodada de concessões, quando o bloco C-M-657 teve uma oferta vencedora com ágio de 1.314% e o C-M-789, o maior bônus ofertado na história dos leilões brasileiros, de R$ 2,824 bilhões.

Fonte: Brasil Energia

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