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28/08/2017 ANP prevê investimentos de R$ 26 bi com recuperação de campos de petróleo

  O uso de tecnologias avançadas para recuperar a produção de petróleo em campos antigos, que estão em declínio natural, na Bacia de Campos pode gerar investimentos significativos no curto prazo. De acordo com cálculos da Agência Nacional do Petróleo (ANP), cada 1% a mais no chamado fator de recuperação — que mede quanto é possível extrair do reservatório — nos campos antigos, em operação há quase 40 anos, pode gerar investimentos de R$ 26 bilhões. A exploração adicional destes campos resultaria num aumento de produção de 1 bilhão de barris de óleo equivalente (incluindo o gás natural).

  A queda na produção dos campos de petróleo no pós-sal, de cerca de 30%, levou a ANP a decidir publicar uma resolução até dezembro para estimular investimentos de petroleiras na revitalização. A resolução prevê uma redução no pagamento de royalties, que passariam de 10% para 5% sobre o volume de petróleo adicional produzido como resultado dos investimentos em recuperação da produção.


  O levantamento da ANP indica que o esforço adicional na exploração destes campos também traria benefícios do ponto de vista da arrecadação. A estimativa é que estes investimentos gerem R$ 16 bilhões em royalties ao longo dos anos em produção.


  Atualmente, o fator de recuperação na Bacia de Campos é de 24%, levemente acima da média do país, de 21%. A comparação internacional indica que há espaço para aumentar esse percentual. Em outros países, que adotam tecnologias mais avançadas, o índice chega a 50%.


  Nos campos de petróleo localizados em terra, cada 1% a mais de recuperação permitiria aumento de 200 milhões de barris de reservas de petróleo, investimentos de R$ 5 bilhões e receita futura de royalties de R$ 3,3 bilhões.


  A Petrobras já colocou à venda vários campos antigos de petróleo no pós-sal, incluindo alguns históricos, como o de Guaricema, no litoral de Sergipe, a primeira descoberta de petróleo no mar feita pela companhia em 1968. A estatal tem concentrado investimentos no desenvolvimento de campos do pré-sal.


  Em Macaé, cidade que já foi a maior produtora de petróleo do país e ostentava o título de "capital do petróleo", a prefeitura lançou a campanha "Menos royalties, mais empregos". O município sentiu fortemente a retração das atividades petrolíferas na Bacia de Campos a partir de 2014, em razão da redução dos investimentos da Petrobras, que enfrentou dificuldades financeiras após a queda no preço do petróleo e a revelação dos escândalos de corrupção no âmbito da Operação Lava-Jato. Nos cálculos da prefeitura de Macaé, a revitalização dos campos pode gerar 20 mil empregos na região.


Fonte: O Globo

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