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A Bacia de Campos

A Bacia de Campos é a principal área petrolífera explorada no território brasileiro. A área abrange cerca de 100 mil quilômetros quadrados e estende-se do Estado do Espírito Santo, nas imediações da cidade de Vitória, até Arraial do Cabo, no litoral norte do Estado do Rio de Janeiro. Nesta bacia, a Petrobras montou um dos maiores complexos petrolíferos marítimos do mundo.

Bacia de Campos

Desde o início da produção comercial de petróleo, em 1977, a Bacia de Campos tem representado papel precioso no desenvolvimento tecnológico no Brasil e no cenário globalizado. Em 1989, o Rio de Janeiro já era responsável por 57,8% da produção nacional.

  • Produção Diária 1.677 barris de
    óleo e LGN
    28,4 Milhões de metros cúbicos de gás natural. As reservas de óleo e gás da Bacia de Campos passam de 11,7 bilhões de barris de óleo da Society of Petroleum Engineers (SPE). *Dados de 2009
  • A produção da
    Bacia de Campos representa
    da Produção Nacional
    de Petróleo
    *Dados de 2012
  • Maiores descobertas de Petróleo e Gás Natural (IHS Cera – 2001 a 2010 - bilhões de barris) de todo o volume listado no ranking
    BRASIL 34 bilhões de barris
    TURCOMENISTÃO 24,6 bilhões
    IRÃ 22,4 bilhões de barris
    *Ranking mundial das maiores descobertas de hidrocarbonetos da década.Com o maior banco de dados da indústria do petróleo, a consultoria internacional IHS Cera registrou cerca de 35 descobertas entre 2001 e 2010.
  • O PIB da Bacia de Campos foi estimado em cerca de Esse PIB é maior do que o do estado da Bahia e equivale ao PIB somado dos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. *Dados de 2009

A tecnologia de exploração em águas profundas permitiu explorar poços a profundidades cada vez maiores. Em 2001, o poço 7-RO-8-RJS do campo de Roncador (1.877 metros) era o de maior lâmina d’água, não só no Brasil, mas também no mundo.

Ao final de 2005, na Bacia de Campos operavam 36 plataformas de produção com capacidade de extrair e processar cerca de 2,7 milhões de bpd e 67 milhões de metros cúbicos de gás. O número total de poços explorados era de 663 e a produção de aproximadamente 1,20 milhões de barris de petróleo por dia e 17 milhões de metros cúbicos de gás. Soma-se a esses ativos cerca de 4.200 quilômetros de dutos submarinos.

As conquistas na Bacia de Campos deram continuidade ao longo dos anos quando, em abril de 2006, o Brasil venceu mais um desafio: a autossuficiência em petróleo com a plataforma P-50.

Hoje, estão em produção 565 poços produtores de óleo e 16 de gás. São 181 poços de injeção de água e sete de injeção de gás.

Em dezembro de 2009, a produção média diária da Bacia de Campos como um todo era de 1.677 barris de óleo e LGN e 28,4 milhões de metros cúbicos de gás natural. As reservas provadas de óleo e gás da Bacia de Campos passam de 11,7 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) pelos critérios da Society of Petroleum Engineers (SPE). Esse volume representa mais de 80% das reservas provadas da Petrobras no Brasil (14,169 bilhões de boe).

Costuma-se dizer que a Bacia de Campos foi, e continua sendo, um gigantesco laboratório a céu aberto. Ali a Petrobras testou as principais tecnologias offshore que desenvolveu ao longo de sua história. Foram tecnologias pioneiras em muitos aspectos, experimentadas no desenvolvimento de projetos de produção a profundidades de lâmina d’água (distância entre a superfície e o leito marinho) nunca testadas anteriormente no mundo.

Um pouco de História

O primeiro campo explorado na Bacia de Campos foi batizado como Garoupa, em 1976. No entanto, o início da produção se deu a partir do campo de Enchova, com uma produção inicial de 10 mil barris diários (bpd). Na mesma época, foram descobertos os campos de Namorado, Bonito, Badejo, Pargo e Pampo. À medida que eram descobertos, os campos eram batizados com nomes de peixes da região.

A ideia de batizar os campos de petróleo com nome de peixes surgira em 1968, com a descoberta do campo de Guaricema, em Sergipe. A partir daí decidiu-se batizar os campos descobertos na plataforma continental com nomes dos peixes da região. Foram tantas descobertas que os nomes foram ficando escassos e hoje já se adota nomes de outros animais marinhos como os campos de Golfinho no Espírito Santo e o de Jubarte, ainda na Bacia de Campos.

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